Bancos · 23 de outubro de 2026
KBC estende recurso 'anjo da guarda' a mais de 4 milhões de clientes na Bélgica
O banco belga KBC liberou o recurso 'anjo da guarda' para todos os seus mais de 4 milhões de clientes, após um piloto com 2.000 pessoas. A função permite indicar uma pessoa de confiança para aprovar pagamentos suspeitos.
O que aconteceu
O banco belga KBC estendeu a todos os seus clientes, que somam mais de 4 milhões, o recurso "anjo da guarda", uma funcionalidade de prevenção a fraudes. A expansão segue um piloto com 2.000 pessoas, conforme relatado pela Finextra.
O mecanismo permite que o cliente indique uma pessoa de confiança, que pode aprovar pagamentos considerados suspeitos. Assim, a decisão sobre uma transação duvidosa deixa de depender somente do próprio cliente e passa a incluir um segundo olhar escolhido por ele.
A cobertura disponível vem de uma única fonte, a Finextra. Por isso, não há detalhes confirmados sobre critérios de acionamento, prazos de resposta ou resultados do piloto além do número de participantes.
Por que isso importa
Para bancos e outros prestadores de serviços financeiros, o movimento sugere que a segurança pode ser desenhada como uma experiência compartilhada, e não apenas como uma barreira técnica. Quando a validação passa por alguém de confiança, a verificação de risco ganha um componente humano que sistemas automatizados sozinhos não oferecem, o que pode ser especialmente útil em momentos de pressão ou golpes de engenharia social.
Para líderes de transformação digital, o caso também mostra um padrão relevante: a detecção de fraude, cada vez mais apoiada por modelos e automação, precisa de pontos de decisão claros para o cliente. A forma como essa etapa humana é projetada, incluindo quem pode aprovar, como a escolha é feita e como a recusa é tratada, determina se o recurso protege ou apenas acrescenta atrito.
Os números
- Mais de 4 milhões de clientes do KBC na Bélgica passam a ter acesso ao recurso.
- 2.000 pessoas participaram do piloto que antecedeu a ampliação.
A visão da Renascence
A maioria das discussões sobre esse tipo de recurso foca na tecnologia de detecção. O ponto que costuma passar despercebido é o momento em que o cliente precisa decidir em quem confiar, justamente quando está com medo de perder dinheiro.
Ao transformar a aprovação em uma decisão social, o banco aproveita a confiança que o cliente já tem em um familiar ou amigo, e isso pode reduzir a sensação de isolamento diante de uma possível fraude. Esse é um princípio de economia comportamental: pessoas tomam decisões mais seguras sob pressão quando há alguém de confiança ao lado. Porém, a mesma estrutura cria uma nova superfície de risco, pois o recurso depende de quem foi indicado e de quão bem o cliente entende esse papel. Operadores que pensam em algo semelhante devem projetar a indicação antes de qualquer alerta, testar a experiência com clientes sob pressão e medir não só a fraude evitada, mas também a fricção gerada em pagamentos legítimos.
Fontes
Este briefing foi escrito por nossa Redação, sintetizando reportagens dos veículos abaixo. Siga os links para a cobertura original.
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