Geral · 1 de setembro de 2026
Inter alcança melhor posição histórica no ranking de reclamações do BC
Inter alcança melhor posição histórica no ranking de reclamações do BC CNN Brasil
O que aconteceu
O Banco Inter atingiu sua melhor posição histórica no ranking de reclamações do Banco Central do Brasil, segundo apuração da CNN Brasil. O indicador, divulgado periodicamente pelo regulador, mede a quantidade de reclamações registradas contra instituições financeiras e é amplamente utilizado como termômetro de satisfação e qualidade de atendimento no setor bancário.
A melhora na colocação do Inter ocorre em um cenário no qual bancos digitais e tradicionais disputam not apenas participação de mercado, mas também reputação junto a clientes e reguladores, à medida que o volume de transações e a base de usuários dessas instituições continuam crescendo no país.
Por que isso importa
O ranking de reclamações do Banco Central funciona como um proxy público de experiência do cliente no setor financeiro brasileiro, influenciando decisões de consumidores, analistas e do próprio regulador sobre a qualidade de atendimento das instituições. Uma melhora nesse indicador sinaliza, em tese, redução de atritos operacionais — problemas com cobranças, prazos de resolução, atendimento ao cliente ou funcionamento de produtos — que normalmente geram reclamações formais.
Para líderes de experiência e operações, o episódio reforça como métricas regulatórias podem se tornar, de fato, indicadores de desempenho de CX quando são públicas, comparáveis entre concorrentes e vinculadas à reputação da marca. Bancos que tratam essas rankings apenas como obrigação de compliance tendem a perder a oportunidade de usá-las como sinal precoce de falhas sistêmicas de serviço.
A visão da Renascence
O dado chama atenção não pelo número em si, mas pelo que revela sobre a maturidade da gestão de reclamações como disciplina de experiência, e não apenas de conformidade regulatória.
Rankings de reclamações costumam ser tratados como um problema de relações institucionais, quando na verdade são um radar comportamental: cada reclamação formal representa um cliente que já esgotou os canais informais de resolução e decidiu escalar. Uma melhora consistente nessa posição normalmente não nasce de uma campanha de atendimento, mas de mudanças estruturais — processos mais simples, jornadas com menos pontos de fricção e resolução mais rápida no primeiro contato. Operadores que buscam resultado semelhante deveriam auditar não o volume de reclamações, mas sua causa-raiz recorrente, e redesenhar o processo antes que o cliente precise recorrer ao regulador.
Fontes
Este briefing foi escrito por nossa Redação, sintetizando reportagens dos veículos abaixo. Siga os links para a cobertura original.
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