Atendimento ao Cliente · 18 de agosto de 2026
Starbucks: CEO aposta em atendimento, não desconto, para reter clientes
O CEO da Starbucks disse que a rede não vai recorrer a descontos agressivos, apostando em virar uma empresa de 'atendimento de classe mundial' para reter consumidores com orçamento apertado.
O que aconteceu
O CEO da Starbucks afirmou que a rede não pretende recorrer a descontos agressivos para reter consumidores com orçamento mais apertado. Segundo ele, a estratégia da companhia passa por se tornar uma empresa de "atendimento de classe mundial", apostando na qualidade da experiência no balcão e nas lojas como diferencial competitivo, e não no preço.
A declaração surge em um momento em que consumidores em várias partes do mundo estão mais seletivos com gastos discricionários, incluindo café fora de casa. Em vez de seguir o movimento de concorrentes que intensificaram promoções e cortes de preço, a liderança da Starbucks sinaliza que o caminho escolhido é investir em serviço, consistência e relacionamento com o cliente para justificar o valor cobrado.
Por que isso importa
A postura da Starbucks toca diretamente em um dilema clássico de experiência do cliente: quando o poder de compra encolhe, a tentação natural é competir por preço. A aposta declarada pelo CEO é a de que a percepção de valor pode ser sustentada por meio de atendimento, agilidade e previsibilidade da experiência — elementos que, se bem executados, reduzem a sensibilidade do cliente ao preço.
Para líderes de experiência e operações, o caso ilustra um princípio comportamental relevante: descontos tendem a atrair volume no curto prazo, mas também recalibram a expectativa de preço do consumidor e podem erodir margens de forma duradoura. Investir em padrão de serviço, por outro lado, é uma aposta de longo prazo que depende de execução consistente em milhares de pontos de contato.
A visão da Renascence
A frase do CEO é fácil de aplaudir e difícil de sustentar operacionalmente. "Atendimento de classe mundial" não é um posicionamento de marketing — é uma promessa que precisa se traduzir em tempo de espera, precisão do pedido, treinamento de equipe e recuperação de falhas, loja a loja, turno a turno.
O erro mais comum nesse tipo de estratégia é tratar "melhorar o serviço" como uma campanha, quando na verdade é uma disciplina operacional. Consumidores com orçamento apertado não pedem luxo: pedem confiabilidade e reconhecimento de que seu tempo e dinheiro importam. Uma rede que quer competir em experiência, e não em preço, precisa medir isso com a mesma rigidez com que mede vendas — caso contrário, a promessa de "classe mundial" vira apenas um slogan em uma teleconferência de resultados.
Fontes
Este briefing foi escrito por nossa Redação, sintetizando reportagens dos veículos abaixo. Siga os links para a cobertura original.
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