Varejo · 14 de agosto de 2026
Programas de fidelidade viram economia doméstica para 87%, diz Livelo
Pesquisa da Livelo mostra que 87% dos consumidores brasileiros enxergam programas de fidelidade como forma de economia doméstica, não apenas como recompensa simbólica.
O que aconteceu
Uma pesquisa divulgada pela Livelo, um dos maiores programas de fidelidade e recompensas do Brasil, aponta que 87% dos consumidores enxergam a participação em programas de fidelidade como uma forma de economia doméstica. O levantamento, noticiado pelo E-Commerce Brasil, reforça a percepção de que pontos, milhas e cashback deixaram de ser um benefício acessório e passaram a integrar o planejamento financeiro de parte relevante do público brasileiro.
A divulgação não detalha metodologia completa, tamanho da amostra ou data exata de campo, mas confirma uma tendência já observada no mercado: programas de fidelidade são cada vez mais associados a estratégias de consumo consciente, e não apenas a recompensas simbólicas.
Por que isso importa
Para quem projeta experiências de compra, o dado da Livelo confirma algo estruturalmente importante: a forma como um benefício é enquadrado — como "economia" versus "recompensa" — muda a maneira como o consumidor avalia o valor da marca e a frequência com que interage com ela. Quando o consumidor passa a tratar pontos e cashback como parte do orçamento, o programa de fidelidade deixa de ser um diferencial de marketing e se torna um componente ativo da jornada de decisão de compra.
Esse enquadramento tem implicações diretas de economia comportamental: benefícios percebidos como "economia garantida" tendem a gerar maior engajamento recorrente do que recompensas percebidas como ganho eventual, porque reduzem a sensação de risco e reforçam hábitos de consumo repetido. Para operadores de varejo, bancos e companhias aéreas, isso reforça a necessidade de comunicar programas de fidelidade em termos de benefício financeiro tangível, e não apenas como acúmulo abstrato de pontos.
Os números
- 87% dos consumidores consultados pela Livelo afirmam enxergar os programas de fidelidade como uma forma de economia.
A visão da Renascence
O dado é simples, mas revela uma mudança de mentalidade que muitas marcas ainda não exploram plenamente em sua comunicação e desenho de experiência.
A maioria das empresas ainda trata fidelidade como um programa de pontos — a Livelo está descrevendo, sem talvez perceber completamente, uma mudança psicológica: o consumidor já pensa em fidelidade como orçamento, não como bônus. Isso muda a régua de sucesso: não basta oferecer pontos, é preciso mostrar economia real e mensurável em cada extrato, recibo ou notificação. Operadores que reformularem a comunicação de seus programas em torno de "quanto você economizou" — em vez de "quantos pontos você tem" — tendem a colher mais engajamento, porque falam diretamente ao viés de aversão à perda e à contabilidade mental do consumidor.
Fontes
Este briefing foi escrito por nossa Redação, sintetizando reportagens dos veículos abaixo. Siga os links para a cobertura original.
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